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7 Apocalipses tecnológicos que podem acontecer

27 de agosto de 2015

Enquanto tanta gente bate na tecla do apocalipse dos robôs, sobre a ascensão das Inteligências Artificiais que um dia poderão escravizar a Humanidade ou ser a nossa salvação, existem outras possibilidades igualmente assustadoras, igualmente plausíveis e igualmente baseadas na tecnologia.

Vamos conhecer agora 7 cenários assustadores que podem mergulhar a Civilização em um caos sem precedentes na História.

1) Colapso da Bolsa de Valores

Com o sistema financeiro totalmente globalizado, onde uma crise na China pode afetar as Bolsas de Valores de todo o mundo e onde o dinheiro pode evaporar em frações de segundo, a fragilidade dos serviços financeiros inspira preocupação. Um evento devastador não está longe de acontecer.

wall-street-collapse

Na verdade, algo muito próximo de uma catástrofe já aconteceu e mais de uma vez. O caso mais notório aconteceu no ano passado, quando uma onda de ciberataques sofisticados e aparentemente incessantes perturbou os bancos de Wall Street. Além disso, múltiplos gigabytes de informações privilegiadas foram furtadas, mobilizando o FBI e o Serviço Secreto americano para formar uma força-tarefa conjunta com o próprio aparato de segurança de TI da Bolsa de Nova York para investigar o ocorrido.

Um dos principais bancos mundiais, o JP Morgan foi alvo de hackers e atualmente emprega 1000 funcionários com uma única missão: proteger o patrimônio virtual da instituição e funcionar como cofre digital desta nova fronteira. O orçamento anual de segurança de TI do banco atinge a marca de 250 milhões de dólares.

Ainda assim, um colapso total da Bolsa de Valores de um mercado importante não seria de todo impossível. Um ataque relativamente maior do que o perpetrado em 2014 poderia levar a um cenário econômico de crise global com consequências inimagináveis para diversas nações.

2) Colapso das redes de satélites

De acordo com os últimos registros, há cerca de 1100 satélites ativos em órbita, sendo que cerca de 60% deles são utilizados para comunicação. Além de 2500 satélites inativos que flutuam como sucata. No filme Gravidade, de 2013, a destruição de um satélite antigo provoca uma reação em cadeia que pode destruir boa parte da rede de satélites ao redor do planeta.

As chances desse cenário acontecer pelos motivos apresentados no filme são mínimas. A NASA, a China e a Rússia já destruíram satélites no passado sem consequências maiores. O efeito cascata já foi estudado pelas principais agências espaciais e, embora seja um risco conhecido, é um risco baixíssimo.

Mas isso não significa que esta vasta e intrincada rede de satélites seja invulnerável. Uma explosão solar um pouco mais forte do que o habitual (mas não de todo impossível) poderia danificar componentes de satélites posicionados em órbitas elevadas – justamente os satélites utilizados para comunicações e GPS. Por isso, boa parte dos satélites em órbita possuem proteções e blindagens anti-radiação.

Entretanto, a própria NASA admite que os resultados poderiam ser catastróficos: “em um mundo cada vez mais tecnológico, onde quase todo mundo depende de celulares, e de controles de GPS, não apenas em seus veículos, mas também para navegação de aeroplanos e relógios extremamente acurados que governam transações financeiras, o clima no espaço é um assunto sério”. A falha total ou parcial dos sistemas de satélites poderia mergulhar a Civilização em um silêncio sepulcral.

3) Apagão

Explosões solares também podem afetar a rede elétrica, embora a possibilidade desse fenômeno seja extremamente rara. Mas isso não significa que o sistema de abastecimento de energia elétrica de uma nação não seja vulnerável a outros fatores. Como todo brasileiro já sabe, um excesso de consumo em uma malha sobrecarregada ou um mero erro humano podem conduzir a um blackout em larga escala, com consequências desagradáveis.

blackout

Entretanto, quanto mais avança a tecnologia, mais avança também o papel da tecnologia da informação no gerenciamento de sistemas elétricos.  Em 2012, uma série de apagões na Índia e na China deixaram 700 milhões de pessoas no escuro – cerca de 10% de toda a população do planeta. O problema foi resultado de uma sobrecarga, acionada por um problema de programação, agravada por falhas de comunicação em uma infraestrutura que não estava preparada para a tarefa.

E, como todo sistema eletrônico, ele se torna um alvo para a ação de interesses escusos. Embora haja suspeitas de atividades hacker em blackouts no passado, até o momento nenhuma destas ações foi comprovada. Isso não impediu que o então chefe da NSA General Keith Alexander declarasse em uma reunião na Casa Branca ter razões para acreditar que o grupo Anonymous teria a capacidade de “derrubar toda a rede elétrica dos Estados Unidos em dois anos”. O evento não aconteceu, mas em 2014, o novo diretor da NSA, Almirante Michael Rogers foi mais categórico: “não há qualquer dúvida em nossas mentes de que existem nações-Estado e grupos lá fora que tem a capacidade de fazer isso. De entrar em nossos sistemas, de entrar nesses sistemas de controle estrutural e desligá-los, desativar nossa habilidade de operar, nossa infraestrutura básica”.

4) Ruptura do fornecimento de combustível

Quando o Almirante Michael Rogers testemunhou sobre a possibilidade de um ciberataque desativar a infraestrutura norte-americana, ele não estava falando somente da rede elétrica. O principal vetor de vulnerabilidade desses sistemas é que boa parte deles é antiga e, na maioria dos casos, conectada diretamente com sistemas mais modernos. Os sistemas antigos não apresentam a proteção adequada ou seus administradores não possuem o conhecimento necessário para monitorar ou se proteger de ataques. E os sistemas antigos se tornam a porta de entrada para o resto rede.

E esse cenário também vale para sistemas que controlam gasodutos e oleodutos.

Em 2012, hackers penetraram na rede de uma empresa de software que não apenas oferecia acesso remoto para companhias responsáveis por gasodutos poderem operar diretamente válvulas e registros, como também continham esquemas detalhados de mais da metade da rede de abastecimento de gás e petróleo dos Estados Unidos. Uma simples ruptura no fornecimento de combustível poderia provocar escassez de produtos, parar a malha viária, manter aviões parados no solo. Um ataque malicioso às válvulas certas nas horas erradas também poderia provocar danos diretos irreparáveis que fariam qualquer ataque terrorista empalidecer em comparação.

5) Ataque coordenado

Em 2013, em seu pronunciamento anual à Nação, o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama afirmou: “Nós sabemos que países estrangeiros e empresas furtam nossos segredos corporativos. Agora nossos inimigos estão também buscando a habilidade de sabotar nossa rede elétrica, nossas instituições financeiras, nosso sistema de tráfego aéreo. Nós não podemos olhar para trás anos no futuro e imaginar por que não fizemos nada diante de ameaças reais para nossa segurança e nossa economia”.

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Embora ataques à Wall Street, à rede elétrica, aos serviços de abastecimento de combustível sejam destrutivos, o verdadeiro pesadelo na opinião de especialistas seria um ataque coordenado contra todos esses alvos simultaneamente. É o que vem sendo chamado nos bastidores de “Pearl Harbor digital”, em referência ao ataque-surpresa realizado pelos japoneses na Segunda Guerra Mundial contra a frota naval ancorada dos Estados Unidos.

Um ataque desta magnitude e precisão seria considerado impossível nos anos 90. Mas não hoje. As vulnerabilidades existem, a expertise de nações rivais existe. A próxima guerra global pode ser iniciada por um ataque nascido na Internet.

6) Estado de Vigilância

Nem todo apocalipse precisa ser bombástico ou terminar com milhares de casualidades. Alguns podem ser bastante quietos. Tão quietos que, na verdade, já podem estar em andamento.

Estados de Vigilância acontecem quando a estrutura governamental dedica boa parte de seu tempo para a monitoração em tempo real de todas as atividades de seus cidadãos, cerceando o livre-pensamento, limitando os direitos individuais e acabando por completo com a privacidade. Com câmeras espalhadas por todos os cantos do espaço urbano, armazenamento infinito de dados coletados à revelia e complexos sistemas de espionagem, a NSA e outras agências de inteligência espalhadas por todo o mundo não estão tão distantes assim de tornar esse cenário viável.

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O surgimento deste tipo de evento poderia até mesmo nascer de uma resposta exacerbada ao risco de outros cenários apocalípticos. Neste caso, o remédio acabaria se provando mais amargo do que a doença que ele tenta controlar. O resultado é uma distopia, retratada com tanta precisão em clássicos da literatura, como 1984 ou em obras mais modernas, como Jogos Vorazes.

7) Destruição da Internet

O que aconteceria se a Internet simplesmente parasse de funcionar? Estudos recentes sugerem que o americano médio depende de operações realizadas em 250 computadores todos os dias, a maioria delas exige algum tipo de comunicação através da Internet. O que fazer se essa rede some? Para começar, quase todos os cenários citados até agora iriam acontecer. Ao mesmo tempo.

Felizmente, essa é a catástrofe mais improvável de acontecer. A Internet nasceu justamente da necessidade militar norte-americana de ter alguma rede de comunicação funcionando mesmo na hipótese de uma guerra nuclear. Então, desde sua concepção, a maior e mais complexa rede de computadores da História, foi erguida baseada em total descentralização e redundância maciça. Você pode até derrubar parte da Internet, mas seria virtualmente impossível derrubar ela toda.

Analistas, entretanto, não descartam a possibilidade. E tudo poderia começar com uma peça minúscula de programação, um vírus de computador sem precedentes tão avançado e tão virulento que seria capaz não apenas de passar invisível pela indústria da segurança eletrônica como também infectar os principais servidores de DNS do mundo.

Improvável, certamente. Mas impossível mesmo seria eliminar todas as possibilidades de uma ameaça dessas existir. Afinal, catástrofe é tudo aquilo de ruim que não é possível prever.

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