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A nuvem “caiu”. E agora?

29 de agosto de 2016

A computação na nuvem é vendida como a tecnologia do futuro, uma reinvenção do conceito do terminal burro de décadas atrás com todo o conhecimento e boa parte co processamento armazenados remotamente.

E, para ser completamente honesto, é mesmo a tecnologia do futuro. Para grandes empresas, para pequenos profissionais, a tecnologia oferece uma série de vantagens que não dá para negar.

Mas… e quando tudo falha? Embora serviços como Google Drive ou Office 365 não saírem do ar (ainda que não seja impossível e já tenha acontecido), nem sempre a própria conexão com a internet pode ser considerada infalível. Mesmo em países altamente conectados, falhas e interrupções acontecem. Então, o que fazer se todos os dados estiverem armazenados online ou se o aplicativo utilizado para processamento de texto não estiver disponível? Para alguns, é hora de abrir o Bloco de Notas, a Calculadora, tentar lembrar onde parou naquele documento importante e, basicamente, improvisar uma solução.

Para empresas que dependem das soluções de nuvem para suas operações de missão crítica, “improviso” não é a melhor saída. O site CIO.com consultou diversos especialistas em gestão de tecnologia para compilar três recomendações do que fazer em caso de falha na nuvem.

1. Tenha um plano de contingência

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Assim como grandes empresas devem ter um plano de contingência para o caso de um desastre físico no ambiente de trabalho, devem ter um plano de contingência também para o ambiente da nuvem. Segundo o consultor de TI Chris Gerhardt, “toda aplicação em um portfólio de Software-como-Serviço (SaaS) deveria ter uma opção alternativa”. O representante de vendas precisa de uma apresentação que só está disponível no Onedrive? A mesma apresentação importante também deveria ter uma cópia em um dispositivo de armazenamento físico acessível offline. Para Gerhardt, o mesmo vale para aplicativos como Microsoft Office 365, Google for Work, GitHub, Azure e mesmo para o Amazon Web Services.

De acordo com o consultor, isso faz parte dos processos de negócios. E avisa: “se você está rodando SaaS é bastante complicado. Você está muito dependente do fornecedor e uma falha na rede ou no serviço torna quase impossível uma operação, de forma que você precisa se alinhar com os planos de recuperação de desastres do fornecedor ou ter planos de contingência próprios”.

Kalpesh Rathod, CEO e fundador do aplicativo de armazenamento em nuvem Cubes, corrobora a posição do consultor e explica que parte do plano de contingência pode envolver localizar uma conexão alternativa, retornar ao escritório onde há uma maior estabilidade de acesso ou mesmo ter um workflow que sempre mantenha alguns componentes importantes armazenados localmente, mesmo que sincronizando com a nuvem.

2. Utilize as versões pagas dos aplicativos com suporte offline

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Para cortar custos, muitos profissionais e empresas costumam utilizar as versões gratuitas de aplicativos e serviços da nuvem, sem perceberem que a versão paga não custa tanto quanto se imagina e oferece uma série de benefícios, inclusive a possibilidade de se trabalhar offline. Veja o exemplo do Evernote: em caso de pane total da conexão, a versão premium do aplicativo permite que o assinante siga trabalhando localmente e, quando a internet voltar a funcionar, o trabalho será sincronizado automaticamente com a versão na nuvem. E quanto custa isso? Apenas US$50 ao ano, um custo baixo se pararmos para pensar que estamos falando de menos de 5 dólares ao mês por disponibilidade total.

Michael Starostin, CTO da empresa de hospedagem gerenciada PlexHosted, afirmou para o CIO.com que esse é um fator importante na hora de se avaliar uma solução de nuvem: o aplicativo ou serviço tem um modo offline? O Gmail oferece essa opção, ainda que em versão beta. O Outlook também, podendo o funcionário escolher se deseja trabalhar em modo online ou offline com um toque em um botão. Até mesmo a ferramenta colaborativa SharePoint Workspace permite que o usuário continue trabalhando em seus projetos se não estiver conectado à rede, para sincronizar mais tarde.

“Não por acaso, as duas suítes rivais de produtividade e colaboração, o Microsoft Office 365 e o Google Apps, já possuem funcionalidades offline em suas aplicações de desktop, inclusive permitindo a criação de documentos e edição com sincronia de arquivos quando conectados”, acrescentou  Sumeet Sabharwal, vice-presidente e gerente geral da NaviSite. “Essas mesmas funcionalidades offline também foram estendidas para as aplicações móveis”.

3. Treine os funcionários para permanecerem produtivos

Muitos profissionais entram em pânico quando perdem o acesso a seus arquivos ou aplicativos e simplesmente não sabem o que fazer para continuar trabalhando. Não apenas a empresa não se preparou para essa eventualidade e seus aplicativos e serviços não tem um modo offline, como os próprios funcionários não foram treinados para isso e se esquecem como era exercer suas atividades antes das tecnologias de nuvem ou construíram suas carreiras recentemente onde a conexão é quase dada como certa.

Jonathan Levine, CTO do provedor de hospedagem na nuvem Intermedia, tem uma solução própria de armazenamento de dados chamada SecuriSync e revela: muitos usuários simplesmente não sabem que podem continuar trabalhando localmente, que os arquivos voltarão a ser sincronizados quando a conexão for restaurada. A verdade nua e crua para ele é que às vezes os funcionários não percebem que há um modo offline para arquivos, email, agenda e outros serviços.

Para muitos especialistas, as regras do ambiente de trabalho estão mudando com a mobilidade e devem levar em conta a necessidade do acesso offline. Deve fazer parte do processo de treinamento de uma empresa preparar o funcionário para a eventualidade, sem improvisos, utilizando as ferramentas que estão disponíveis e o plano adequado concebido previamente.

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