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Google prepara temporada de contratações no Brasil

2 de dezembro de 2009

Empresa aumentará em 20% o numero de vagas
Chefe de engenharia do Google na AL, Berthier Ribeiro diz que buscador voltou a contratar no Brasil após crise e prevê aumento na mão de obra nacional.

A operação do Google no Brasil pretende aumentar em até 20% sua obra de mão de engenheiros no próximo ano, em desdobramento direto do fim da instabilidade financeira enfrentada pelo setor de tecnologia do País.

A afirmação é do diretor de engenharia do Google na América Latina, Berthier Ribeiro-Neto, responsável por comandar cerca de 50 engenheiros em Belo Horizonte que participam de projetos globais e adaptam serviços regionais do buscador.

Segundo Ribeiro, o Google vê sinais de recuperação suficientes para voltar a apostar nas contratações como forma de expandir suas operações, inclusive no Brasil. O engenheiro, porém, faz a ressalva: “é uma expansão com cuidado”, dando “um passo de cada vez”.

Nesta entrevista exclusiva ao IDG Now!, o chefe de engenharia na América Latina explica as responsabilidade do centro mineiro de desenvolvimento frente aos outros do Google espalhados pelo mundo e detalha o perfil de engenheiro que o buscador procura.

Segundo Ribeiro, as vagas abertas pelo Google no Brasil poderão ser consultadas no site de empregos que o buscador mantém em português, separadas por especialidade ou localização geográfica.

Quais são as responsabilidades do centro de desenvolvimento no Brasil na estrutura global de engenharia do Google?
Os projetos do Google são globais. Não faz muito sentido falar em projetos locais. Eles são pensados em escala global e o modelo de negócios só se sustenta se você pensar em escala global. Caso contrário, ele não se sustenta por ficar muito complexo.

O papel da engenharia no Brasil é fundamentalmente dois: participar de projetos globais e dar suporte global ao negócio, além de ser responsável pelo Orkut no mundo. O melhor exemplo que posso dar deste suporte é o Mapas, que está lançado no Brasil, na Argentina, no Chile e no México.

Não que a tecnologia seja local: é que a base de dados é local. O provedor de dados no Brasil é um, na Argentina é outro e no México é outro. Existe um trabalho de integração destes dados locais obtidos de diferentes provedores na plataforma tecnológica.

Durante o Congresso Brasileiro de Qualidade e Produtividade (CBQP), você disse que o Google no Brasil estava acelerando sua expansão. Em termos de operação e engenheiros, o que isto quer dizer?
Estamos contratando mais gente. Quando passamos pela crise financeira de 2008, o Google entrou no que o Eric (Schmidt, principal executivo da empresa) chamou de “aterrissagem suave da aeronave”.

Sabíamos que não poderíamos continuar a nos expandir da forma como estávamos nos expandindo. Estávamos acostumados a crescer o número de funcionários da empresa em 20%, 25% todo ano. Em 2009, isto foi muito contido.

A partir do segundo semestre, a gente considerou que a recessão estava ficando para trás. Existem sinais claros que existe maior atividade no setor de anúncios na internet e estamos retomando o crescimento.

Existem vagas abertas em engenharia, em produtos e inúmeras posições em São Paulo, nos escritórios do Google na América Latina e pelo mundo afora.

Trata-se de uma expansão consciente. Sabemos que precisamos crescer para expandir o negócio, mas é uma expansão com cuidado. Vamos dar um passo de cada vez. É preciso ver o que vai se delinear em 2010, mas claramente a perspectiva é otimista e estamos em expansão.

Quantos engenheiros o centro de Belo Horizonte tem hoje? E qual a meta que vocês querem atingir com estas contratações?
Temos cerca de 50 engenheiros. A meta é crescer entre 15% e 20% em 2010. Mas o Google tem a filosofia de, se acharmos gente extremamente qualificada que nos interessa, vamos contratar, ainda que esteja fora da meta.

Nesta expansão nacional, existe alguma área de engenharia que o Google está se focando?
O Google tenta contratar o que chamamos de “engenheiro generalista”. Trata-se de alguém que tem formação acadêmica sólida – não é necessário, mas preferimos gente com mestre e/ou doutorado em ciência da computação – e que tenha paixão por engenharia.

O que é ter paixão por engenharia? É ter mais que formação teórica e gostar de construir coisas, gostar de escrever códigos. Ao longo do tempo, este engenheiro transita em diferentes projetos. A carreira no Google não é centrada em projetos. Temos muito interesse no engenheiro mais generalista.

Com informações de IDG Now.

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