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Guerra contra a web lidera lista de gafes das gravadoras

12 de março de 2008

É preciso repensar a indústria da música na web
O caçador de talentos que rejeitou os Beatles foi considerado por muito tempo como responsável pela maior gafe na história do setor de música. Mas a mancada bilionária de Dick Rowe foi superada, na lista da revista Blender sobre “os 20 maiores erros das gravadoras em todos os tempos”, pelo fracasso do setor em aproveitar a Internet.

As grandes gravadoras conquistaram a desonra ao forçar o serviço de troca de arquivos Napster a sair do mercado, em 2001, em lugar de descobrir uma maneira de ganhar dinheiro com suas dezenas de milhões de usuários. Os praticantes de downloads simplesmente se espalharam por centenas de outros sites, e setor está em queda livre desde então.

“A campanha das gravadoras para impedir que sua música fosse distribuída gratuitamente via Internet era o equivalente a tentar deter um furacão com uma rolha ¿ mais de um bilhão de arquivos são trocados por mês em redes de troca de arquivos”, afirmou a Blender em sua reportagem. Rowe ficou em segundo lugar por recusar os Beatles, depois que a banda, despreparada, realizou uma audição desastrosa em 1962.

O empresário dos Beatles, Brian Epstein, mais tarde contaria que o executivo da Decca Records lhe havia dito que “grupos com guitarras estão saindo de moda”, comentário que Rowe sempre negou ter feito. Ele posteriormente assinaria com os Rolling Stones.

O fundador da Motown, Berry Gordy, ficou no terceiro lugar, porque vendeu a gravadora das Supremes e de Marvin Gaye, que na época estava perdendo dinheiro, por cerca de US$ 60 milhões, em 1988. No ano seguinte, a A&M Records seria vendida por cerca de US$ 500 milhões. E David Geffen recebeu cerca de US$ 700 milhões em 1990 pela Geffen Records. Gordy, porém, manteve os direitos autorais sobre o catálogo de sua gravadora.

A Geffen Records aparece duas vezes na lista: em 11º lugar, por processar Neil Young nos anos 1980 alegando que a música que ele vinha gravando era pouco comercial, e em 12º por investir supostos US$ 13 milhões em um álbum do Guns’n’Roses que ainda não saiu, depois de mais de uma década de trabalho.

Outros ocupantes da lista da vergonha incluem a Columbia Records, em 10º lugar, por ter dispensado Alicia Keys e 50 Cent antes que estes fizessem sucesso, e a Warner Bros. Records, por um contrato de US$ 80 milhões com o grupo R. E. M., em 1996, que só lhe trouxe prejuízo.

Com informações de Terra.

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