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Microsoft coloca data center no fundo do mar

1 de fevereiro de 2016

A Microsoft completou nesse final de semana um teste secreto e ambicioso: colocar um data center funcionando no fundo do mar.

Com o nome de Projeto Natick, o primeiro teste da iniciativa conseguiu manter operacional o serviço de nuvem Azure a dez metros de profundidade na costa da Califórnia por 108 dias seguidos.

O objetivo final da Microsoft e ter uma rede de serviços de nuvem funcionando a uma profundidade ainda maior por anos a fio, sem a intervenção humana e operando a temperaturas baixíssimas oceânicas sem custo adicional com sistemas de refrigeração. O sistema irá gerar sua própria energia elétrica aproveitando a força das ondas na superfície ou através de turbinas de captação das correntes marinhas.

natick

O protótipo na data de sua imersão, em Agosto do ano passado.

Atualmente, a Microsoft possui mais de 100 data centers espalhados pelo mundo e a necessidade por mais não para de crescer. Com a empresa focada em se tornar a líder mundial em serviços de nuvem, novos data centers precisarão ser implementados com rapidez e eficiência. Nesse quesito, o Projeto Natick é crucial: através da tecnologia desenvolvida para ele, estima-se que o tempo de produção e instalação de um data center possa cair de dois anos para apenas 90 dias.

O primeiro módulo foi batizado de “Leona Philpot” em homenagem a uma personagem secundária da franquia Halo de jogos eletrônicos. Ela aparece apenas na campanha viral “I Love Bees”, de 2004, para promover Halo 2. Estudante ginasial, ela parte a coluna durante um mergulho malsucedido na piscina do colégio.

Apesar do nome, nada de errado aconteceu com o módulo durante esses mais de três meses submerso. Para Ben Cutler, um dos engenheiros da Microsoft envolvidos no projeto, a ideia parecia loucura inicialmente: “eu pensei ‘água… eletricidade, por que você faria um negócio desses?’. Mas quando você pensa a respeito, na verdade faz um bocado de sentido”.

O sistema submerso foi monitorado por mais de 100 sensores diferentes a partir de um escritório em terra firme. Estatísticas como temperatura, umidade, trepidação e outros fatores eram visualizados e estudados para entender como operar um data center que não pode receber um técnico de manutenção em caso de falha crítica. Felizmente, “Leona Philpot” apresentou resultados tão estáveis que chegou a rodar projetos comerciais da plataforma de nuvem Azure.

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